Naquele tempo era só eu;
Com meus medos infantis,
Minha angústia,
Minha solidão
E sempre com meu amanhã
Aquela esquina
Aquela rua
Era o que mais temia
Poderia ser perseguida
pelo o que estava por vir
Olhava em todas as minhas direções
Mas não via ninguém
A não ser, minha sombra;
Ela estava sempre ao meu dispor
Minha agonia não tinha fim
Não tinha descanso
O silêncio sempre era o pior
O vento não era apenas frio, mas congelado
Queria apenas encontrar uma direção...
O caminho que me enviasse até meu destino
Eu queria um guia
Um protetor
Tudo me indicou um lugar
onde não poderia saber se era o certo
Mas eu fui
Não tinha um guia
Não tinha ninguém
Acabei entrando em um labirinto
Havia algumas direções
Não cheguei a me perder
Lembrei da única pessoa
Que um dia me deu algumas pedrinhas
Pareciam banais,
Mas foram elas, às que joguei no chão pelo caminho,
Que fez com que eu não me perdesse
Sempre lembro da única pessoa,
Que apenas com um único gesto
Pode me tirar de um grande labirinto...
Escrito por: Tayane Ramalho – às 01:57
04.11.07
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
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